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O TURBILHÃO NA FAMIGLIA BARONE CRACK DE 1929 – DITADURA VARGAS
As ilustrações da página anterior demonstram a rota da riqueza para os brasileiros e imigrantes italianos e os dedicados à cafeicultura – todavia a especulação e a política do café-com-leite, romperam a unidade familiar dos Barone – na época muitos auto-imolaram, outros desapareciam de seus lares, outros enlouqueciam e muitos voltavam à condição de escravos – foi muito difícil para Giuseppe comandar com sua energia, a sua numerosa família – o clã dividiu-se e viu os ventos funestos da Ditadura Vargas. O ano de 1.929 foi o prenúncio de indeléveis mudanças no cenário político, econômico e social brasileiro. O “crack” da Bolsa de Valores de Nova Yorque acarretou sérios danos à economia nacional que tinha nas exportações do café o carro-chefe. Grandes fazendeiros produtores de café viram-se arruinados e sem condições de oferecer emprego no campo. Levas de trabalhadores rurais deslocaram-se para as cidades, à procura de empregos e melhores condições de vida. Encontraram, porém, as fábricas fechadas. O desemprego geral e os baixos salários constituíam motivos de um grande descontentamento popular. No plano político, também havia inquietação e insatisfações. O Presidente da República, Washington Luiz, contrariando a política do “café-com-leite”, indicaria para sua sucessão o paulista Júlio Prestes, em detrimento do mineiro Antônio Carlos Andrada. Apurada a eleição, constatou-se a vitória do candidato governista. Em diversos pontos do país ocorrem manifestações populares contra a eleição de Júlio Prestes, alegando-se fraudes eleitoras. Em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba, um grupo de políticos e intelectuais liderou um movimento revolucionário, que se alastrou por todo o país. Esse movimento, após violentos combates com as tropas do Governo Federal, culminaria na deposição de Washington Luiz, em 24 de outubro de 1930, e a posse de Getúlio Vargas como chefe do Governo Provisório, a 05 de novembro. Instalado o Governo Provisório, arquiva-se a Constituição Federal de 1.891, passando Getúlio Vargas a governar de modo ditatorial. Para facilitar suas ações, dissolveu o Poder Legislativo em todos os âmbitos, o que equivale à extinção do Senado, da Câmara Federal, das Assembléias Legislativas Estaduais e das Câmaras Municipais. Além disso, foram sumariamente demitidos os governadores estaduais, nomeando-se Interventores para administrarem os estados.
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