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O ENIGMA DA MORTE DO PROTAGONISTA GUILHERME FONTANA
O menino Zuza Barão, filho de ONDINA e ANTONIO, desde cedo ouvia de sua mãe, lamentos da morte de seu pai GUILHERME FONTANA, o qual teria sido morto por engano (“aberratio ictus” - erro na execução, teoria de Direito Penal) por um homem traído pela mulher, o qual confundiu GUILHERME com o suposto amante na relação do casal. Ondina, falava que seu pai havia saído à tarde de uma propriedade rural onde trabalhava, para ir buscar “mantimentos” na cidade (SÃO TOMÁS) – saíra a cavalo e quanto retornava ao entardecer, passou em frente à casa de um homem, o qual, oculto sobre uma janela, olhava os passantes por uma fresta, armado com uma espingarda calibre 28, muito comum na época. Assim que GUILHERME passou em frente à casa do homem armado, já escurecendo, o atirador puxou o gatilho e matou com um tiro certeiro no coração, o jovem pai de ONDINA, avô materno de Zuza Barão. Guilherme tinha 25 anos e ONDINA, sua filha, 05 anos, uma menina ainda. Anos depois, quando faleceu a protagonista ONDINA FONTANA BARÃO, estivemos em SÃO TOMÁS DE AQUINO e no registro de obituários, encontramos o óbito de GUILHERME FONTANA. Para surpresa e grande interesse, deparamos com um atestado de morte natural do nosso avô materno, ou seja, a menina ONDINA, provavelmente influenciada pela cultura mineira de lendas, curupiras, sacis-pererês, mulas-sem-cabeça, florestas mágicas, ao receber estas influências e os “causos” contados daquela gente ouvido a ouvido, isso hipoteticamente, imaginou que a morte de seu pai, ocorrera quando GIUSEPPE BARONE fora preso por engano – essa traço de coincidência é muito comum nas antigas famílias, as quais associam um fato com outro e da união desses traços, emerge uma terceira versão. Evidentemente que estamos trabalhando sobre hipóteses, mas não conjecturas, o que fatalmente um dia a realidade fática aparecerá. Concluo, assim, que a forte expressão “engano”, possa ter, em associação de idéias, levada a protagonista ONDINA FONTANA BARÃO, a imaginar a prisão ilegal e por erro de "BEPE", com a morte trágica de seu pai, infelizmente, muito jovem.
GUILHERME FONTANA aos 25 anos São Sebastião do Paraíso - arquivo Zuza Barão
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