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O PROTAGONISTA ANTONIO BARÃO UM HOMEM LENDÁRIO GALERIA DE GRANDES FAMÍLIAS CONTEMPORÂNEAS (1/2)
Antonio Barão e Vergílio Barão - Igarapava
O protagonista Antonio Barão desperta em qualquer leitor, paixão e admiração – foi um dos mais importantes personagens que vivenciei no século XX, porque além de ser meu pai, foi uma figura carismática e amada por todos – nesta inesquecível imagem acima, nosso personagem ladeia seu irmão Vergílio Barão, a quem dedicava intenso carinho e solidariedade, especialmente por seus constantes problemas de "acessos", como era definido esses males naqueles árduos tempos. Antonio Barão, costumeiramente transportava seu irmão à São Paulo para tratamento de saúde no lendário Hospital das Clínicas e esse comportamento correntio, custou-lhe a liderança da grande família, sempre conduzindo-a e aconselhando os descendentes e colaterais mais jovens. A vida do protagonista será levada "pari-passu" à discussão ampla nesse livro eletrônico e em lançamento gráfico, mas neste pequeno espaço, vamos apenas reproduzir parte de sua vida política e suas relações comerciais e de afeto com diversas famílias, como os Nassori, Anastácio, Farinazzo, Marchetti, Moreira da Silva, Bozzola, Favaretto, Bortoletto, Lavos André, Franzonni, Schlutz, Motta, Barbieri, Raddi e dezenas de outras. Antonio Barão era o segundo filho do imigrante italiano Giuseppe Barone (*20.09.1885 + 09.07.1997) e Hermínia Favaretto Barão, a gigantesca filha de italianos do tronco dos Favaretto, natural de Valinhos e eram todos originários de Moriago della Bataglia, Província de Treviso, Veneto, Itália e nasceu em 28.07.1913 (+ 17.05.1990, Dourados, MS) na Fazenda Limeira, Igarapava, Estado de São Paulo, às margens do Rio Grande, divisa com o Estado de Minas Gerais, região uberabense. Teve acentuada vida política nos municípios de Jandaia do Sul e Cianorte, ambas no Estado do Paraná, onde emergiu para o cenário paranaense das lutas políticas e pioneirismo no plantio de café e na imagem abaixo, em seus últimos tempos, comemora com alguns filhos, o aniversário de 102 anos do nascimento de seu pai Giuseppe Barone. Na foto, Maria Clorinda Barão Dionísio, segura os braços do pai Antonio Barão, encimando o legendário imigrante italiano Giuseppe Barone, o patriarca no aniversário de seu centenário. Maria Ondina Barão Manzano, segura nos braços da última descendente da família na época, Raphaela Barão Manzano, ladeada da primeira bisneta do clã, formando as 04 (quatro) gerações da estirpe. (arq.pessoal Ammélia Barão Raddi, Maringá, PR)
Maringá - 20.09.1995 - 100 anos de José Barão - da esquerda à direita - Antonio Barão, Maria Clorinda Barão Dionísio, José Barão sentado, Maria Ondina Barão Manzano e sua filha, a tetraneta no centenário do aniversariante, RAFHAELA BARÃO MANZANO - cortesia AMELLIA BARÃO RADDI e CECÍLIA BARÃO RADDI DOS SANTOS
Em Jandaia do Sul, na administração do lendário prefeito Lino Marchetti, o protagonista Antonio Barão elegeu-se vereador para a primeira legislatura municipal entre 14.12.1952 a 14.12.1956, período da regência do presidente da Câmara, Plácido Caldas, cunhado do prefeito. A Câmara de Vereadores daquele período, o primeiro e coincidente com a criação da Comarca de Jandaia do Sul, era composta pelos seguintes vereadores: Antônio Barão, Antônio José da Silva, José Moreira Prado, Benvindo Rodrigues da Silva, Miguel Carneiro, Hermínio Sonni, Domiciano Alves de Moraes, Clemente José da Silva e Plácido Caldas. A cidade de Jandaia do Sul, desenvolvia rapidamente, ligada como distrito à Comarca de Apucarana, e na campanha vitoriosa do prefeito Lino Marchetti, lendário político e festejado pelos munícipes, devido a seu modo ímpar de governar, um movimento popular terminou em obter a criação do Município pela LEI ESTADUAL N.º 790/51, tanto como obtiveram a instalação da Comarca ocorrida em 14.12.1956, participando do ato político-administrativo, o Juiz de Direito da Comarca de Apucarana, Miguel Thomaz Pessoa, bem como outras autoridades, como Lino Marchetti, vereadores acima citados, especialmente ANTONIO BARÃO. Em pleno exercício do cargo político, ANTONIO BARÃO, foi surpreendido com a GRANDE GEADA DE 1955, quando centenas de cafeicultores viram-se arruinados da noite para o dia - o protagonista que então possuía propriedades cafeicultoras em ITAMBÉ, como os demais cafeicultores, ficaram desesperançados, e no final de 1955, deslocou-se para Indianópolis, distrito de Rondon e com seu cunhado VERALDO LOVO, instala a primeira máquina de arroz da região, colocando no dístico do prédio BENEFÍCIO DE ARROZ E MOINHO DE FUBÁ, empresa que rapidamente desenvolveu, aumentando significativamente os ativos reais e rendas familiares. A máquina de beneficiar arroz, um descascador Zacharias, tipo "B", fabricado em Limeira, São Paulo, era impulsionada por um possante motor à diesel, fabricado na Inglaterra, marca "Peter", todo pintado e engalanado de verde, com apenas um gigantesco pistão horizontal e ainda fornecia energia elétrica para a cidade de Indianópolis até às 22 horas, através de um gerador GE, adquirido em Apucarana. O motor(zão) inglês nunca apresentou problemas e para funcionar era necessário o uso de uma manivela impulsionada com desforço físico e manual, aquela que, um dia, soltou-se e causou danos na arcada dentária de Daniel José Barão - foi daí que Daniel recebeu o apelido carinhoso de "MANIVELA", que odeia ouvir, mas coisas engraçadas e curiosas da vida, até carinhosas. Por onde tu andarás Peter?
GALERIA DE GRANDES FAMÍLIAS
AMIGAS
Mais tarde, por volta de 1962, Antonio Barão e Fernando Nassori, (1) fundaram a MAQUINA DE CAFÉ INDIANÓPOLIS LTDA, em sociedade iguais. Fernando Nassori era comerciante em Vidigal, antigo Distrito de Cianorte e originário da região cafeeira de Catanduva, São Paulo e trabalhava com seus filhos Antonio Nassori e Armando Nassory. Em Vidigal os Nassori haviam fundado uma outra cafeeira antecedendo à de Indianópolis, situada do lado E de quem desce à cidade. O protagonista Fernando Nassori era casado em segunda núpcias com Hielita Nassori e do casal nasceram FERNANDA NASSORI e SANDRA NASSORI, irmãs germanas de Antonio e Armando Nassory, a primeira prestigiada advogada em Londrina, Paraná, a segunda residente em Cianorte, Paraná. Com a primeira mulher, o desbravador Fernando Nassori teve os filhos ANTONIO NASSORI, sojicultor em MARACAJU e JARDIM, MS, ARMANDO NASSORY, fazendeiro de café em Minas Gerais e ALCIONE NASSORI, médico, infelizmente falecido no apogeu da vida, causando grande consternação na FAMÍLIA NASSORI e numa legião de amigos. Os filhos de Fernando Nassori, com larga experiência no ramo cafeeiro como o pai, associaram a FAMÍLIA BARÃO, numa troca de experiências comerciais, e romperam a sociedade por razões puramente estratégicas pouco tempo depois. Essa ruptura empresarial fora devido a crise econômica e política que grassou o país naquela época, notadamente com renúncia do Presidente Jânio da Silva Quadros e seus desdobramentos, tais como a falta de mercado para o café, estocados nas cafeeiras e portos alfandegados, sem preço no mercado externo, com refluxo acentuado do comércio exportador via Porto de Santos. Na época, a crise (carestia) se acentuara com a política nacional da erradicação de cafeeiros, dizimando-se mais de 07 (sete) bilhões de pés-de-café, movimentos migratórios da população brasileira das regiões rurais para as cidades, desemprego, crise militar e civil, seguida do imbróglio do sindicato de corretores de café (denominação atual dos antigos maquinistas de café) em Santos. Daniel José Barão e Antonio Nassori, gestores da MÁQUINA DE CAFÉ, secundado por Armando Nassory, este mais afeto a cafeeira de Vidigal, perceberam à época, os problemas. A elevação de estoques de café limpo "sem compradores" elevou os custos operacionais dos maquinistas e pressentiram o fim dos negócios e a sociedade, por fim, terminou, restando apenas a frustração dos sonhos daqueles protagonistas intrépidos. Mesmo assim, Daniel e Toninho, extremamente amigos e ligados comercialmente, selaram suas relações ao nível do compadrio, pois uniram-se ao batismo de um dos filhos de Antonio (Toninho) Nassori.
O
PROTAGONISTA ANTONIO (TONINHO) NASSORI E SUA MULHER LINA NASSORI -
2006
ANTONIO BARÃO - MUDANÇA DE RUMOS
Em 1963, com o casamento de seus filhos Daniel José Barão e Douglas Barão,
o protagonista Antonio Barão, amargurado com as dificuldades comerciais
em Indianópolis, a resolução da sociedade com a Família Nassori, a
decadência das pequenas cidades, o refluxo das atividades na Máquina
de Arroz, a baixa produtividade das terras de Indianópolis, (arenito de
caiuá) aliado com o despreparo d´antanho dos setores agronômicos, a
crise da renúncia de Jânio da Silva Quadros, mudou os seus rumos e
dirigiu-se com parte da família para Cianorte, onde alcançou notoriedade como político militante e voltado para a causa pública,
elegendo-se para a Câmara Legislativa em 1963, durante o sextriênio entre 25/12/1963 até 31/01/1969, pela antiga ARENA 2. Esse mandato foi prorrogado por 02 (dois) anos em razão de atos institucionais que passaram a reger a administração do país, inclusive as casas legislativas, sob o período militar de
1964, aquele que seguiu com a renúncia do Presidente Jânio da Silva
Quadros e a deposição de seu sucessor, o gaúcho João Belchior
Goulart, cunhado do lendário político Leonel Brizzola. No final de
1969, Antonio Barão, líder do legislativo do prefeito Ramón Máximo Schulz, foi lançado a candidato a
sucessão do posto-mor do Município, apoiado por Ramón Máximo Schulz,
paranaense de Foz do Iguaçu e do ex-prefeito Antonio Rodrigues Motta. As
eleições majoritárias foram tumultuadas e violentas, porque o partido governista, ARENA, dividiu-se entre ARENA 1 e ARENA 2, e ANTONIO BARÃO, ficou com a sublegenda 2, com apoio do prefeito e do ex-prefeito
Antonio Rodrigues Motta, antigo e prestigiado funcionário da "CMNP – CIA MELHORAMENTOS NORTE DO PARANÁ", colonizadora inglesa e fundadora das
principais cidade do Norte do Paraná, como Londrina, (03 Marcos)
Maringá, Cianorte, Umuarama, etc. Na ocasião, o deputado estadual Ovídio
Luiz Franzzoni e Ramón Máximo Schulz, ex-sócios e fundadores do
Hospital São Luiz (Cianorte), apoiaram Adelino Paganni, fundador das BEBIDAS GOLD
SCRIN - GUARANÁ CIANORTE, para candidato
à prefeito pela ARENA 1, em oposição a ANTONIO BARÃO, disputando pela ARENA 2. A divisão
e racha dividiu o eleitorado e com o apoio do pároco Nelson Prendin, vigário paroquial de
Cianorte, Paganni renunciou a suas aspirações ao cargo majoritário da
cidade. O cerealista Ricardo Queiroz Cerqueira, que havia substituído Antonio
Paganni, o qual renunciara a candidatura,
elege-se com o famoso voto de legenda, prefeito de Cianorte. Mais tarde,
o ex-pároco Nelson Prendin, fora do celibato, elegeu-se prefeito com o apoio de RICARDO DE QUEIROZ CERQUEIRA, exatamente que havia apoiado antes, na 4.º legislatura. O
tabuleiro de xadrez do jogo da política, arrefeceu os ânimos de
Antonio Barão e, em especial, com o falecimento de sua mulher Ondina
Fontana Barão, exatamente no dia do jogo final de Copa do Mundo de
1970. Casado em segunda núpcias com Malvina Fagotti Barão, mudou-se
para Araguari, onde foi consagrado como o pioneiro no plantio de café
no cerrado. Depois mudou-se para Dourados, MS, vindo a associar-se a
ESTEVÃO ANÍSIO MACHADO, seu genro, casado com Lilia Aparecida Machado,
infelizmente falecido na plenitude da vida. Antonio Barão e Estevão Anísio Machado, repousam na eternidade tumular no cemitério de
Dourados, praticamente um ao lado do outro.
Fazenda Limeira - IGARAPAVA - 03.05.1930 - Antonio Barão aos 16 anos e Zezinho
Antonio Barão ladeado à esquerda pelo fazendeiro João Valotto e alguns pioneiros Indianópolis - 1959 - arq. Zuza Barão
1954 - Fazenda São José - Itambé - Antonio Barão entremeado por seus funcionários CHICO MULATO, ESQUERDA, JOAQUIM, O ÚLTIMO DA DIREITA
raríssima foto - lado esquerdo da mesa MARIA CLORINDA BARÃO, ANTONIO BARÃO, menino desconhecido, Zuza Barão, de chapéu palha - lado direito, no final, Ondina Fontana Barão, Rachel Barão e João Romano - Guaíra - 1962 - ILHA DAS COBRAS
FOTO-MONTAGEM - ANTONIO BARÃO e ONDINA FONTANA BARÃO - cortesia AMELLIA BARÃO RADDI e sua única filha CECÍLIA BARÃO RADDI DOS SANTOS - ARQUIVO FAMÍLIA BARÃO
Curitiba 1953 - Célio Fernandes, Dr Evaristo, Antonio Barão, Odilon e Antonio Alves CONVENÇÃO ESTADUAL DO PTB - arquivo Zuza Barão
Indianópolis - 1956 - 1.ª MÁQUINA DE ARROZ DA REGIÃO - PROPRIEDADE ANTONIO BARÃO casa construída em madeira de lei, (peroba-rosa) pelo carpinteiro Ronan Nanuncio, (nascido em 26.07.1937 + 02.09.1995) sobrinho do protagonista Antonio Barão - secagem de arroz - arq. Zuza Barão
Antonio Barão encostado na porta do caminhão Ford - Londrina 1939 primeiro café produzido na FAZENDA DE SIMON JOSEPH FRASER arquivo pessoal Zuza Barão
(1 ) Apud e fonte corretivas - Dra. Valéria Nassori Godoy, filha de Antonio Nassori e Lina Nassori, Maracaju, MS. (2) FAMÍLIAS TREVISAN - LAVOS ANDRÉ, MARCHETTI, ANASTÁCIO, ETC, EM FORMAÇÃO
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