|
A ITÁLIA NO SÉCULO XIX – MISÉRIA E FOME
O atraso na industrialização da Itália encontra-se ligado as opções feitas pela Espanha nos anos que se formaram as nações modernas, tanto que os espanhóis tinham tudo para industrializar o país, mas seus nobres gastaram tudo com o sustento da nobreza e da burocracia e com a compra de terras, e enquanto no norte da Europa as nações se industrializaram, ela permaneceu agrária, transformando num grande império sem dinheiro, arrastando a Itália com sua miséria. A Itália participa da crise da Espanha pois Madri tinha hegemonia sobre a península desde o Tratado Chateau Cambresis de 1529 e essas influências permaneceu inalterada até fins de 1700, matando milhões de camponeses italianos. A Itália, até então líder do sistema bancário e do comércio na época da chamada Revolução Comercialista, logo por causa da Espanha se transforma em uma país essencialmente agrícola e por volta de 1600 a Toscana, por exemplo, perde um terço de sua população e se transforma em um imenso pântano. Na imediações de Roma a terra cultivada se reduz a 10% e sobre os pastos somente carneiros – a fome imperava e matava e enquanto isso, franceses, ingleses, holandeses aprendem com os italianos e os vencem porque são mais livres e tem maiores estímulos e por outro lado dispõe de maiores capitais. Os armadores navais italianos não trabalham mais, também a indústria de tecidos se transforma num amontoado de ferros imprestáveis. Nisso, os nobres vivem de rendas e os bens eclesiásticos, isentos de taxas, aumentam, até ocuparem um terço do território italiano, fazendo a Itália recuar alguns séculos, no mesmo momento em que a Europa do Norte avançava, movido pela REVOLUÇÃO INDUSTRIAL. A península que até então exportava artistas e construtores para toda a Europa que construíram e enfeitaram belos palácios, passou a exportar somente seus homens pobres.
Envie essa página a um amigo
|