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O
REINO DE PIEMONTE E SARDENHA A
EPOPÉIA DOS GRANDES HOMENS DA DINASTIA DE SAVÓIA
Roncoli di Busseto - 10/10/1813 – casa de Verdi
maravilhosa imigrante italiana – beleza e coragem Muitos
estudiosos descrevem a travessia transatlântica, que levou milhares de
italianos para o continente americano, tendo como origem a fome, guerras
e aventuras. Um dos principais é a maneira por meio da qual foi feita a
Unificação Italiana. Com a dissolução do Império Romano do Ocidente
(476 d.C.), acontece a fragmentação da Itália, que se transforma em
uma região dividida em várias unidades políticas independentes entre
si. Após o Congresso de Viena, em 1815, estas regiões passaram a ser
dominadas por austríacos, franceses e pela Igreja Católica. Os reinos
e ducados da Lombardia-Veneza, Toscana, Parma, Módena e Romagna estavam
submetidos ao domínio austríaco. O Reino das Duas Sicílias pertencia
à dinastia francesa dos Bourbon. O Reino do Piemonte-Sardenha era autônomo,
governado por um monarca liberal e os Estados da Igreja pertenciam ao
Papa. No início do século XIX, o norte da Itália passou por
transformações sociais e econômicas desencadeadas pelo
desenvolvimento industrial, as cidades cresceram e o comércio se
intensificou. Em 1848, contando com o apoio da burguesia, o Rei Carlos
Alberto, do Reino do Piemonte-Sardenha fez a primeira tentativa de
unificação, declarando guerra contra a Áustria. O rei foi vencido
deixando o trono para seu filho Vítor Emanuel II.No governo de Vítor
Emanuel II o movimento a favor da unificação da Itália foi liderado
pelo seu primeiro-ministro, o Conde de Cavour. Com o apoio da França,
em 1859, Cavour deu início à guerra contra a dominação austríaca.
Alcançando expressivas vitórias, conseguiu anexar ao reino
sardo-piemontês as regiões de Lombardia, Parma, Módena e Romagna.
Havia outros grupos que também lutavam pela unificação italiana, mas
com a intenção de transformar o país
passaporte italiano Foi
a partir de 1875, sob a administração da União, que chegam as
primeiras levas de italianos para Conde D'Eu e Dona Isabel. A área
dessas colônias encontrava-se limitada pelo rio Caí, os campos de
Vacaria e o município de Triunfo, sendo divididas entre si por um
caminho de tropeiros. Nesse mesmo ano foi criada a colônia Caxias, no
local chamado pelos tropeiros que subiam a serra em direção a Bom
Jesus de "Campo dos Bugres". Essa colônia limitava-se com
Nova Petrópolis, São Francisco de Paula, o rio das Antas e com as colônias
de Conde d'Eu e Dona Isabel. As primeiras levas de imigrantes vieram do
Piemonte e Lombardia, e depois do Vêneto. Quando começou a imigração
do Sul da Itália, em 1901, as terras disponíveis no estado já estavam
quase que totalmente ocupadas e, por isso, no Rio Grande predominaram os
italianos vindos do norte. Falando sobre a colonização do Rio Grande
do Sul, na segunda metade do século XIX, Woortmann esclarece: O
processo de ocupação pelos colonos interessava ao capital num duplo
sentido: a valorização das terras e a comercialização da produção.
Realizando o objetivo da Lei de Terras, datada de
canhoto de embarque em vapor - 1919 Ou seja, a imigração no Rio Grande do Sul foi dirigida para a colonização, que por sua vez foi pensada como um processo de preenchimento de áreas não ocupadas economicamente. Roche nos lembra que além de preencher os vazios demográficos e econômicos, as colônias tinham uma função exemplar: (...) as colônias eram fundadas para balizar e preparar a abertura das estradas que subiriam o escarpamento da serra. Invadiam a frente florestal além da zona de povoamento luso-brasileira e formavam grande número de núcleos agrícolas cujos intervalos seriam ocupados, pouco a pouco, pela população de origem nacional, que a prosperidade exemplar das colônias oficiais atrairia (Roche, 1969:112). Essa colonização dá origem à formação de um novo tipo de campesinato no Brasil, que, por sua vez, engendra a construção de núcleos urbanos e de um pequeno mercado regional. O objetivo dos agentes de colonização era trazer para o Brasil famílias de agricultores brancos. O processo de recrutamento para a colonização no norte da Itália só se efetivava quando se tornava mais difícil trazer alemães, que eram vistos como agricultores eficientes e como o ideal para a colonização no Rio Grande do Sul (SEYFERTH, 2001) .
proposta de trabalho do Brasil ao imigrante italiano
Parte do campesinato (equivalente aos bóias-frias no Brasil) europeu emigrou para a América em busca de novas terras. Esses camponeses italianos adquiririam, ao chegar ao nordeste do Rio Grande do Sul, a identidade de colonos, isto é, proprietários de uma fração de terra denominada colônia. Segundo Seyferth (1993:38): “No seu significado mais geral, a categoria colono é usada como sinônimo de agricultor de origem européia, e sua gênese remonta ao processo histórico de colonização (...) e ainda” A categoria colono foi construída, historicamente como uma identidade coletiva com múltiplas dimensões sociais e étnicas (SEYFERTH,1993: 60)” . Sendo assim, a palavra colono, que era a designação oficial para o imigrante que adquiria um lote de terra em um projeto de colonização, converte-se em um símbolo de diferenciação étnica. Analisando os aspectos econômicos da colonização italiana para o Rio Grande do Sul, Moure (1980: 96) afirma que a imigração italiana seguiu três etapas básicas: (a) o estabelecimento dos imigrantes em moldes de uma agricultura de subsistência (1875-1910); (b) o desenvolvimento de atividades vitivinicultoras (1910-1950), onde a comercialização de excedentes de produção começa a especificar a área de colonização italiana; e (c) a instalação de cooperativas e empresas de industrialização capazes de aproveitar a produção local, gerando, a exemplo da zona colonial alemã, redefinições ao nível de mercado e nas relações de produção da pequena propriedade (...). Enquanto a primeira fase é quase exclusivamente rural, a partir da segunda o núcleo urbano ganha importância e passa a ser preponderante na terceira fase. No decênio 1950-1960 no Rio Grande do Sul, como aliás em todo o território nacional, a população urbana aumentou de maneira expressiva em detrimento à rural. Uma possível explicação para isso é o surto de industrialização desencadeado após a 2ª Guerra Mundial e consolidado entre 1950 e 1960. Gostaria de sublinhar que esse processo histórico imprimiu certa marca na representação da identidade, memória e tradição da população do Rio Grande do Sul. É através dele que surgiu uma cultura que não é a dos dois Estados Nacionais envolvidos no processo, mas uma mescla de ambas. Ao chegar ao território brasileiro, o imigrante italiano reelaborou sua identidade, definiu seus amigos e inimigos, delimitou imaginariamente seu território, estabelece sua ordem social e familiar, e redefine seus modelos de conduta. AP0RTES
- CAVOUR
Benito
repousa sobre o peito de Claretta A VIDA DURA DOS ITALIANOS
Uma impressionante pesquisa científica, a primeira ordenada pelo parlamento italiano, retrata a miséria do povo italiano. Esse estudo consumiu sete anos de trabalho e que foi impresso em 15 volumes, publicada nos anos de 1881 a 1886 e oferece uma descrição precisa, região por região, das condições de vida da maior parte dos italianos. Nesta pesquisa, temos a impressão de voltar ao tempo e constatar a vida difícil daquele maravilhoso povo, onde faltava dinheiro para remédios e roupas e chegavam ao cúmulo de vender no desespero, crianças, fato bastante comum, tanto no norte como no sul do país. Em Altamura, na Púglia, todo ano, por ocasião do Ferragosto (festa da Assunção de Nossa Senhora) os jovens eram colocados a venda na praça pública, como uma mercadoria qualquer. Parecia o Inferno de Dante. Centenas de milhares de italianos viviam ainda em grutas ou em cabanas compostas de varas e de barro, sem janelas e milhares de famílias viviam em condições deploráveis nas baixadas úmidas de Nápoles, nas escavações das rochas. Os bairros operários das cidades, segundo dados de 1879, abrigavam uma densidade de 10 pessoas por casa e calcula-se que um italiano do norte consumia carne uma vez ao mês enquanto que um do sul uma vez por ano. A base da alimentação era o milho (fubá ou farinha) porque custava pouco. Massas a base de farinha de trigo era um luxo reservado apenas aos ricos, o pão dos pobres era preto feito a base de centeio.Conta a história, por exemplo, que em fevereiro de 1874, em Nápoles, um trabalhador que se preparava para saltar de um navio foi bruscamente maltratado por um funcionário. Irritado, o homem pegou de dentro de um saco a primeira coisa que lhe caiu as mãos e atacou o guarda. Era um pedaço de pão preto.O sul da Itália era uma região atrasada em relação aos países do norte da Europa. Essa região sufocada pelos antigos vínculos feudais, privados de estímulos e liberdade, aparecia como mais atrasada ainda. Em 1850, das 1800 comunidades do Reino de Nápoles, 1500 não tinham estradas. Em muitas zonas não sabiam nem ao menos o que era o dinheiro, faziam trocas. Era tudo muito simples. No fundo, dizia o ministro dos bourbons: o sustento de um trabalhador custa menos do que de um asno.No momento da unificação, a Caixa de Turim estava vazia, enquanto a de Nápoles estava cheia de ouro. Só que o Piemonte, embora tivesse custeados as despesas da guerra de independência, se preocupava de desenvolver o Estado construindo estradas, ferrovias, portos e canais.De indústrias existiam duas de maior proporção: os estabelecimentos mecânicos de Pietrasanta, que pertenciam ao Estado, e as indústrias de algodão de Salermo, que pertenciam a empreendedores suíços, os quais o geriam tranqüilamente em condições de monopólio.Na agricultura havia um grande atraso. Produtividade apenas em algumas grandes propriedades burguesas, nascidas através da usurpação dos bens em litígio e da conquista de terras da Igreja. Mas eram poucos.A grande população camponesas pobre, que sobrevivia basicamente de salários. Salvo raras exceções, não existe meeiro ou arrendatário, o camponês meridional não tinha vínculo que o ligasse a terra. A sua condição era a de diarista, desesperado e sem tutela. O seu destino era de viver sempre sua jornada, de depender sempre de alguém.Por isso no sul existia uma vontade terrível da terra e as pessoas a reclamavam com violência. Não era simplesmente o desejo de possuir, era a vontade de sair do nada, de conquistar a dignidade.O sul alinhou-se com a revolução de Garibaldi porque acreditava que haveria distribuição de terras. Ao final do processo não levaram nada. Não era a primeira vez.Os engenheiros napolitanos tinham sido os primeiros a acolher o pensamento cartesiano, o mais moderno para época. Foram os primeiros a tentar implantar um sistema político democrático na península, implantando em 1799 (10 anos após a Revolução Francesa) a República Napolitana. Não resistiram a contra ofensiva e o saldo foi trágico: oito mil mortos.O seu atraso foi a falência de sua revolução política e a conseqüente falência de sua reforma agrária.A burguesia meridional que se contentava em viver da terra, não eram empresários, empreendedores. Desta nova classe dirigente que vieram os "moderados" que apoiaram CAVOUR contra os BOURBONS e contra Garibaldi. Estes aceitaram os novos patrões piemonteses contanto naturalmente que se mantivessem as suas prerrogativas baroniais. Ao povo do sul, mais ainda do que o do norte, restou saltar fora do movimento do Ressurgimento. O Estado os havia liberado das obrigações medievais, mas não lhe havia dado como manter esta conquista. Na distribuição das terras devolutas e eclesiástica tudo havia se acabado nas mãos da burguesia e da aristocracia. Assim o ódio contra os antigos patrões, se juntou contra os liberais que se serviam da unificação da Itália para os próprios interesses.Tal situação de revolta redundou na primeira guerra civil italiana no período de 1860 a 1865. Todo o sul entrou em clima de revolta. Brigadas de revoltosos atacaram as cidades e destruíram e massacraram suas guarnições com o apoio e cumplicidade do povo. Na fantasia popular os marginais se transformaram em paladinos dos pobres e intérpretes das revoltas das classes rurais contra os novos patrões.A repercussão no país e no mundo foi enorme e o governo mandou para lá 120.000 soldados. Houveram massacres de uma e outra parte. As perdas do exército parece superaram todas as perdas da guerra de combate até então contra a Áustria.Ao final de 1865 a tragédia havia acabado. O jovem estado italiano havia vencido sua primeira guerra civil, mas o preços fora altíssimo. As populações do sul viram por muitos anos nos soldados italianos os colonizadores de um exército invasor. A época das brigadas estava acabada. Começava a dos imigrantes.A SICÍLIANA paisagem meridional, cheia de contradições e de tensões, a Sicília se apresenta com uma identidade definida. A ilha tem uma história, uma população e uma língua, uma condição social diferente daquela das outras regiões italianas, diferentes principalmente das outras terras do sul.Segundo alguns entendidos, a Sicília é uma nação a parte. Na ilha o feudalismo resistiu mais tempo, e por isto as tensões são maiores e quando explodem assumem um aspecto mais trágico que em outras partes da Itália. Nem mesmo os sicilianos a conheciam, pois a falta de estradas tornava inacessíveis muitas partes. Os proprietários de terras tinham um conceito tão absoluto de sua soberania sobre as terras que não admitiam a interferência da parte do poder central. Presume-se que a população chegasse ao montante de um milhão e meio de habitantes. Palermo com 180.000 habitantes, era uma das cidades mais populosas da Itália. Como Nápoles, apresentava um grande contraste entre a misérias e o luxo.A Sicília era chamada " terra dos nobres", existiam 142 príncipes, 788 marqueses, 1500 entre duques e barões. De 360 vilas da Sicília, 280 viviam sob regime de senhores feudais. Sobre suas terras os barões se comportavam como soberanos absolutos. Os habitantes eram praticamente servos de glebas, submetidos a obrigações de corvéias, isto é, de jornadas de trabalho gratuito. O dinheiro era por todos desconhecido. Aqueles que viviam no feudo não podiam mudar de domicílio: contra os rebeldes os senhores tinham a sua polícia e sua cadeia.Como todo lugar de regime feudal, a Sicília vivia quase que exclusivamente da agricultura. Um décimo das famílias contava com propriedades vastíssimas: o príncipe Butera, por exemplo, retirava de suas terras 10% de todo o rendimento da Ilha.Dois terços da população não conheciam nem ao menos o pão de trigo, comiam pão de milho e mesmo este era um gênero de luxo reservado ao dias de festa. O alimento comum era formado de um simples cozido de ervilhas e castanhas.O mercado do trigo estava nas mão de poucos comerciantes, que estavam livres para fazer o que queriam. As cidades eram somente centros militares e administrativos, também para encontro dos senhores para seus luxos e prazeres.É interessante ver como estava organizado o feudo siciliano, porque nos permite conhecer como era formada, na sua estrutura fundamental, a sociedade da Ilha. Cada feudo possuía uma grande casa que constituía o centro da propriedade rural. A sua volta, como na época medieval, existiam um olival e um parreiral.Uma parte do feudo era colocada a disposição dos camponeses, com um contrato de 2 ou 3 anos. Em compensação os camponeses davam ao proprietário uma parte em produtos. Se o patrão antecipava aos camponeses algum produto estes deviam lhe restituir com juros.Sob as ordens do patrão existiam outros profissionais como padeiros, alfaiates, sapateiros, etc. Existia o capataz que dirigia tudo e o "primeiro camponês" que supervisionava os camponeses girando a cavalo a volta dos trabalhadores.Pela proteção os camponeses pagavam o "direito de guarda" e muitas outras obrigações. Preso por estes vínculos, o camponês italiano não tinha escapatória. Fora do feudo não havia terras disponíveis. Se queria viver era obrigado a agüentar tudo em silêncio.Somente a imigração lhe oferecerá uma ocasião de sair deste estado. A viagem para a América será, para eles, a viagem para a libertação.
bibliografia (1)
Cf Mirian de Oliveira Santos - crédito (2)
Verdi,
compositor italiano – seus familiares no Brasil, radicados em Piracaia,
tiveram seus bens inventariados pelos advogados Antonio Thomaz Barão e
Raul Pereira Ramos, integrantes do escritório BARÃO
e BARÃO – ADVOGADOS ASSOCIADOS – RIO – SÃO PAULO – SANTOS –
CURITIBA – BRASILIA – BRAGANÇA PAULISTA – direção ANTONIO
THOMAZ BARÃO, OAB/SP 0089.778
CARNEIRO,
J. Fernando. (1950) Imigração e colonização no Brasil. Rio de
Janeiro: Universidade do Brasil. DAVATZ,
Thomas (1972) Memórias de um colono no Brasil. São Paulo:
Martins/Edusp FAUSTO,
Bóris (2000) História do Brasil. 8 ed. São Paulo: EDUSP FILIPUZZI,
Angelo. (1976) Il Dibattito Sull’Emigrazione; polemiche nazionali e
stampa veneta (1861-1914). GABACCIA,
Donna (2000) IANNI,
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Telmo.(1980) A inserção da economia imigrante na economia gaúcha. In:
Dacanal, José H. e Gonzaga, Sérgius (org.). RS: Imigração e
Colonização. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1980 RAMOS,
Jair de Souza. (2002) O Poder de domar do fraco: Construção de
autoridade e poder tutelar na política de povoamento do solo nacional.
Tese de doutorado. PPGAS, Museu Nacional, UFRJ ROCHE,
Jean. (1969) A colonização alemã e o Rio Grande do Sul. Porto
Alegre: Editora Globo. SEYFERTH,
Giralda (1993) “Identidade Camponesa e Identidade Étnica (Um estudo
de caso)”, Anuário Antropológico 91 SEYFERTH,
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a política imigratória no Brasil”. In: Castro, Mary Garcia (coord.).
Migrações Internacionais: Contribuições para políticas, Brasília:
CNPD WOORTMANN,
Ellen F.(1988) Colonos e Sitiantes: um estudo comparativo do
parentesco e da reprodução social camponesa. Tese de Doutorado,
Brasília, UNB
o herói-menino atlante do gueto de Varsóvia soldado amedrontado baixa a arma
Giovan Battista Magnoli Colonnello Valério - Walter Audisio
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